Burial - Archangel

•Setembro 29, 2008 • Sem Comentários

Nunca fui muito fã de dub. Mas aí vai um clip dessa banda que simplesmente adorei. Não é Dub de raiz, e sim dubstep, mas tá valendo.
A música “archangel” me emocionou desde que eu ouvi pela primeira vez. Com o clipe, então, ficou ainda melhor.

Recomendo. E pode ter certeza que vou continuar acompanhando a banda.

A alma de um motociclista

•Setembro 4, 2008 • Sem Comentários

Às vezes você olha pra dentro de si
e acha que certas verdades ou mentiras são imutáveis.
Você se acostuma com suas qualidades e defeitos
e passa a chamá-las de características.
E dependendo de tudo que você viveu até então
pode ficar frustrado, ou satisfeito.

E de repente algo acontece.
Ou talvez nada aconteça.
E um pensamento de um segundo lhe faz entender anos de incertezas.
Uma centelha de um só momento.
Como se o dedo mínimo de Deus lhe tocasse.
E tudo o que você pensava que sabia sobre os outros, sobre si mesmo, ou sobre a vida,
tudo aquilo que você achava que jamais mudaria
muda em um segundo.

Neste momento ,
ou pode ser em outro,
parecido ou não,
você aprende.

Que por mais que você seja forte,
ás vezes basta um só momento para quebrá-lo em pedaços.
Que não adianta querer ser você mesmo,
pois todos os dias você já não é mais a mesma pessoa que era ontem.
Aprende que aquilo que chamamos de verdade ás vezes é muito mais fruto das circunstâncias.
Que a vida nem sempre precisa ser justa,
mas nem por isso deixa de ser divertida.
Que às vezes você pode fazer algo,
mas às vezes não pode fazer nada.

Você vai percebendo
que não importa o quanto você viva
você sempre terá algo a aprender.
Que a razão é a única bússola que você tem na vida,
mas que a vida não é racional.
Que deixar conceitos antigos pra trás
não significa se deixar pra trás.
Que não importa se todas as estradas são estradas
e mesmo se ás vezes a estrada já é conhecida.
Do outro lado da curva sempre há algo novo esperando para mudar suas concepções
ou as vezes apenas estará ali com o propósito de ser belo.

E então você se agarra a essa verdade com paixão,
e assim aprende que agarrar com paixão é a única forma de manter certas verdades.
Que a força é importante pra vencer, mas a fé é importante pra lutar.
Você redescobre que as coisas mudam
e que você não é o que você vive, ou o que você tem.
Que os bens são circunstâncias
e que as pessoas, mais dia ou menos dia, irão embora.
E talvez isso não seja tão ruim assim,
pois você sempre levará a tranquilidade e o entusiasmo que acompanha as boas lembranças e os novos sonhos.

Enfim…
Assim, aos poucos,
você se permite redescobrir o prazer de estar sempre aprendendo.

Agarre-se a isso.

Pois quando suas lágrimas embaçarem seus olhos e não lhe permitirem ver a próxima curva,
quando você ameaçar perder o rumo por achar que já sabe de tudo,
quando você perceber que está seguindo sozinho a estrada sem saber onde será a próxima parada,
ou mesmo quando o barulho do motor e o vento no rosto perderem o gosto de novidade,
Enfim, quando a tristeza, a amargura, os anos ou a própria alegria lhe pesarem os ombros,

Essa é a mentalidade
que irá lhe manter vivo.

Keep on road.

O mundo é dos medíocres

•Agosto 10, 2008 • 1 Comentário

Querido diário..

Hoje acordei bem melhor. Depois de arrotar e peidar que nem um porco a noite toda uma boa noite de sono, o resquício dos gases que o médico usa para inflar o abdômen e ter área pra cirurgia e que também suspeito que sejam causados pela gelatina de hospital. já saiu do corpo. Conclusão: Estou bem menos inchado.

A dor já aliviou bastante e ja não tô andando mais entrevado. Já conseguir até dormir de bruços.

Ainda sobre a Cirurgia: Eu tava sonhando na hora que voltei do anestésico , por isso acordei assustado, meio que de uma vez. Tava sentindo muita dor no abdomen e só consegui cutir bem a lombra depois do sossega leão que me deram. é legal, o mundo gira, você ri de qualquer merda… Very Happy Depois de 5 minutos eu tava cantando na sala de recuperação e as enfermeiras dando risada de mim! (Detalhe: O pessoal q tinha tomado anestesia peridural do lado, todo mundo sem sentir as pernas, mais lombrado que eu, e eu lá dando uma de palhaço)

“Enfermeira - Quer alguma coisa, Sr. Ubiratan?
Bira- Uma cerveja. Antártica.
Enfermeiras: Laughing
Bira: Do que vocês tão rindo? Porra, tô falando sério! Não é papo de lombrado não!
Enfermeiras: Laughing Laughing Laughing
Bira: Porra, cadê minha cerveja? ”

Juro pra vocês que tava falando sério.

Mas enfim… mudando de pau pra cacete, eis o texto que prometi pra todos. Tive a idéia de escrevê-lo semana passada, mas me faltou tempo.

Boa tarde a todos e melhoras pra mim!

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O mundo é dos medíocres

Na nossa sociedade prágmática de hoje, a figura dos ritos não é entendida pelas pessoas. A maioria acha rituais perda de tempo, ou mesmo superstições. O que ninguém entende é que PRECISAMOS de rituais.

Um dos conjuntos de rituais mais importantes que se perderam nesse pensamento pragmático foram os rituais de passagem da adolescência/juventude para a vida adulta, o que faz com que os adolescentes não tenham um norte de quando é hora de crescer - ou mesmo de quando chegou a hora.

Pelo menos no meu caso - e imagino que no caso da maioria dos meus amigos - essa consciência tenha vindo aos poucos, através do aprendizado de algumas verdades sobre a vida.

E pra mim, uma das verdades mais importantes que aprendi neste sentido foi de que O MUNDO É DOS MEDÍOCRES.

É sério.

Tinha um professor meu na faculdade que dizia que “felizes são os que nasceram com o sublime dom da mediocridade. A habilidade inata de ser estupidamente e insossamente igual a todo mundo.”, e hoje eu vejo que ele estava redondamente certo. Ser brilhante ou acima da média pode ser um grande problema, e é por isso que por aí há muitos gênios esquecidos.

Pelos seguintes motivos:

1- Ser brilhante causa inveja. No mundo dos adultos, ser brilhante significa ter um lugar garantido, e ter um lugar garantido significa que voce garantidamente irá tirar o lugar de outro. Ou seja: causa inveja, e, consequentemente, ataques.

2- Levantar a cabeça acima da multidão atrai pedradas. A maioria das pessoas que dizem grandes verdades ou demonstram enxergar mais que as outras recebem pedradas. Ou por não serem compreendidas, ou por pura inveja.

3- Para o porco, a lama é a melhor coisa do mundo. Já ouviram aquela história de que o problema em ser irônico é que quando as pessoas não entendem as piadas quem fica parecendo um idiota é você? Pois é. É por aí. A maioria das pessoas não cosinsege entender um humor refinado ou uma verdade simples, embora fascinante. Aí você fica taxado de pedante ou algo assim.

Ou seja: No mundo dos adultos não dá pra ser o centro das atenções o tempo todo. E se você tenta, se fode. O problema é quando você NÃO tenta, e mesmo assim consegue…

Porque quando se está acima, não adianta tentar ficar de joelhos.

Quem é bom sempre aparece.

Portanto, um conselho: Se você é bom no que faz, inteligente ou com alguma capacidade especial: Tente escondê-la, mas só o suficiente para que ela apareça quando se menos espera.

Esse é o segredo dos grandes gênios. Aprendem que não precisam se esforçar pra brilhar.

Quem é bom brilha naturalmente.

laparoscopia

•Agosto 9, 2008 • Sem Comentários

Olá people.

Estou em casa, me recuperando de uma videocirurgia laparoscópica hoje. Retirei a vesícula e uma pedrinha de 2 cm.

Já está tudo bem e tive alta no mesmo dia. Tô controlando a dor com remédios e tendo que arrotar e peidar que nem um louco pra tirar o CO2 que usam pra inflar o abdômen.

Se estiver bem pretendo postar amanhã. Texto novo já engatilhado.

Abraços!

Rádios Online

•Julho 28, 2008 • Sem Comentários

Sou muito fã de rádios online. São bastante úteis quando se está afim de ouvir uma música difícil de encontrar ou que tenha poucas fontes num EMule. É quase um Youtube sonoro.

As minhas preferidas são a rádio uol (www.radiouol.com.br) e a Live365 (www.live365.com). Essa última na verdade é um apinhado de rádios. Dá pra se encontrar quase tudo lá. Infelizmente algumas rádios (as melhores) estão reservardas para assinantes. Mas mesmo assim ela é a melhor que conheço, principalmente pra música alternativa. MUITO show de bola.

Já pra música brasileira a da UOL mata a pau. Sugiro a rádio de rock brasileiro anos 80.

Dá pra achar coisas realmente esdrúxulas, como trilhas dos filmes de Tolkien, trilhas sci-fi, o pior/melhor de 1980….  É só saber procurar!

Pra quem é fanático por velharias musicais, como eu, fica a dica.

OBS: Post ao som de Rush - Rivendell (direto da radio tolkien no Radio Uol)

Motocapital

•Julho 28, 2008 • 1 Comentário

Fala galerinha.

Estou falando de um PC novo, finalmente só meu! Paguei 300 pilas num Athlon XP 2.4 e levei de brinde uma Geforce 6200. Negocinho da china.

Esse final de semana rolou o Motocapital. Acampei lá de sexta até domingo. Foi show de bola, incluindo a tenda dos kamikazes, que tocou toda a discografia do raulzito ininterruptamente e as chacoalhadas e gemidos estranhos saindo das barracas.

Show de bola!

Abaap Marroup!

On the road

•Julho 16, 2008 • 1 Comentário

Desde que jack Kerouac escreveu “On the road” em 1957 a figura da viagem sem destino se impregnou na cultura POP. O livro foi escrito em três semanas, numa máquina de escrever velha, em folhas coladas de papel manteiga, com o grande Jack sob efeito ininterrupto de drogas e escrevendo de 7 a 14 horas por dia. Bem ao ritmo louco da geração Beat, a primeira grande contracultura do século XX, os papais de todos os góticos, punks, rivets, e o caralho a 4 que temos hoje. Quem nunca quis trocar toda a vida que conseguiu construir se matando de trabalhar igual a um porco por somente uma van, um chapéu de aba dura, muita benzedrina, charlie parker e quilômetros de estrada? Eu já quis, e sei de um monte de gente que já quis também.

Desde então, o impulso de cair o pé na estrada movido somente a bebida, cigarros e ímpeto jovem (sem entrar no ícone da “viagem”  como um rito de passagem, o qual está presente em todas as culturas do mundo) jamais saiu do imaginário popular, especialmente das sub/contraculturas. O filme “easy rider” de 1968 mostra bem a idéia do que é a viagem “underground”. A única coisa da qual se tem certeza é o ponto de partida. Bater perna sem se saber onde, como e quando irá parar, ou mesmo o que você irá se tornar depois. Essa é a idéia.

Depois que comprei minha moto fiz apenas uma viagem curta com ela. Brasília-Unaí-Brasília. Fui visitar meu grande amigo Mr. Black e conhecer o coração da revolução malignermanesca. Coisa de duas horas e meia no máximo pela BR-251. Mas já valeu a pena. A sensação de liberdade que se tem ao viajar de moto é algo que não dá pra descrever. as tralhas amontoadas em cima da moto, Ninguém além de você e a máquina, a sensação de se sentir pequeno perto dos quilômetros que vão ficando pra trás… Já viajei antes pra outros lugares mais longes, mas de ônibus. Uma vez fui pro Paraná de ônibus encontrar uns amigos que fiz pela Internet. Mais de 2000 km, dois dias de viagem. Vi muita coisa, mas nada comparado ao brilho que as coisas ganham quando se viaja de moto. É viciante. Sério.

Viajar de moto não é algo simples, porque se fosse não teria graça. O ritual de lavar a moto no dia anterior, revisá-la, lubrificá-la, separar as coisas, prender tudo em cima da moto igual um retirante, acordar cedo, vestir o equipamento, a última passada no posto pra calibrar e abastecer, sair da cidade, pegar a estrada, rodar, rodar, rodar, parar pra abastecer, fumar um cigarro sentado na moto olhando o nada como se o tempo não passasse… Tudo isso eu experimentei na minha primeira viagem. Não deixei escapar nenhum detalhe. Não queria perder nada deste ritual. Meu rito de passagem particular para a vida adulta, com todo o quê de melancolia que tudo isso traz, especialmente quando se fala da viagem de volta, com o sol se pondo no fundo.

A estrada é simples, nada de mais, mas bem bonita. Várias retas com plantações do lado. De um lado da estrada é milho até perder de vista. Do outro os agricultores plantam eucaliptos pra segurar o vento. Muita gente pode achar isso banal, mas pra mim é uma das paisagens mais lindas que já vi numa estrada. Talvez no dia que eu for até o Atacama isso mude, mas por enquanto é a eleita.

Estou louco pra pegar a estrada de novo. Dessa vez pra mais longe. Talvez BH ou Salvador. Infelizmente o trabalho não tem dado uma folga. Mas assim que sair o próximo habeas corpus, pode ter certeza: É bira na estrada. Sem a sogra nem o papagaio. Só lugar pra mim e pra ela, no máximo, que é o que dá pra levar na garupa. E bem apertadinho, porque tem que sobrar espaço pra bagagem também.

E aí? Quem acompanha?

Don´t take your guns to town

•Julho 9, 2008 • 3 Comentários

Há um tempo estava eu vasculhando a banca de revistas perto do meu trabalho atrás de alguma coisa boa e barata. É fácil achar naquela pilha de coisas que ninguém compra  filmes clássicos que todo mundo deveria assistir ou documentários desconhecidos sobre assuntos muito interessantes. Depois digo que brasileiro é sem cultura e ninguém acredita.

Pois bem: Achei um DVD com uma gravação antiga de um show do grande cidadão honorário da malignermânia, macho até debaixo d´água, voz de trovão, espancador de violões e bebedor de cachaça: Mr. Johnny Cash, the man in black. Como sempre fui fã da obra do cara mas nunca tinha comprado nada dele (apesar de Internet ser uma boa, nada substitui uma biblioteca/videoteca física bem selecionada), aliviei o bolso e levei o DVD todo feliz, que ainda tem um documentário bônus sobre os clássicos da música country.

O show em questão é uma apresentação antiga até bem famosa em que ele inclusive imita o Elvis Presley, fazendo a maior graça com os trejeitos do cara. Conhecendo a obra do Man In Black como conheço, e vendo a a troça que ele faz nessa parte do documentário, fico pensando que Mr. Cash devia olhar as dancinhas de Mr. Elvis e pensar: “Que baitolinha!”.

Chamar o Rei do Rock de boiola seria sacrilégio, mas não.

Johnny Cash pode.

Enfim, uma parte do show que eu nunca tinha notado e que depois da terceira vez me chamou bastante atenção é quando na última música ele pára bem sério, olha pra plateia e manda:

“Bom, já estamos indo embora, mas antes vamos a uma última. Essa canção é um Western, e realmente quero tocá-la porque estou muito curioso sobre o que vocês irão pensar dela.”


Então ele começa os primeiros acordes da conhecidíssima “don´t take your guns to town”, na época não tão conhecida assim.

Eu já tinha escutado essa música de Mr. Cash, mas nunca tinha parado para analisá-la a fundo, e confesso que depois que o fiz se tornou umas das minhas preferidas da discografia dele. A letra é sobre um garoto recém saído da adolescência e que sai da pequena fazenda em que vivia para a cidade “grande” (lembrando que a expressão “grande” deve ser pensada nas proporções do velho oeste).

A canção começa bem tranquila, retratando a alegria do rapaz de estar viajando sozinho, vivendo sua nova vida adulta, até que então, sutilmente, como só Mr. Johnny sabe fazer, uma nuvem de trevas saída das obscuras profundezas do mal maligno cai sobre a coisa toda e você se toma conta da dura realidade: A de que o rapaz não está preparado pra realidade. Você  inevitavelmente vai dando formas e trejeitos a ele, que no meu caso foram os meus de quando eu ainda era um garotinho assustado, e até torce para que ele se dê bem no final.

mas no final você pensa: “É não poderia mesmo ter acontecido outra coisa.”

Mr. Johnny estava com a razão ao ficar curioso sobre o que achariam da música dele. Mas eu fico ainda mais curioso sobre o que ELE achava. Será que ele era da mesma opinião que eu tenho, de que a sociedade está (e estava) de cabeça pra baixo? Penso que sim.

A verdade é que a sociedade há muito não sabe tratar seus adolescentes, a começar da idéia distorcida de que a pessoa em diversas fases da vida são diferentes. A criança não é o adulto, que não é o adolescente, que não é o idoso.

Bobagem. Todos nós somos a mesma pessoa sempre. E muito embora passemos por conflitos peculiares em cada fase da vida, o fato é que EM TODAS AS FASES DA VIDA PASSAMOS CONFLITOS E TEMOS QUE APRENDER A LIDAR COM ELES.

Daí vemos o seguinte fenômeno: Os pais tentam criar para seus pequenos um mundo dos sonhos, sem traumas nem conflitos. E quando o pobre garotinho faz 13 anos é jogado num mundo completamente diferente. Nos dizeres dos nossos nobre amigos, num mundo CÃO!

Quando o maluco vira adolescente, ele percebe que o mundo não é o sonho, e os pais tentam segurá-lo de todas as formas, botando uma série de freios morais para que ele não faça merda. Adianta? Não.

Lembro ter visto uma reportagem um dia desses que algumas escolas estavam mudando as letras de cantigas de roda para versões mais politicamente corretas. A conhecida “atirei o pau no gato-to, mas o gato-to não morreu-reu-reu” virou “atirei o pau no gato, mas isso-so-so não se faz-faz-faz.”, dentre outras. Nem o boi da cara preta passou na nota de corte por considerarem a idéia de um boi preto maldoso muito racista… Ainda bem que não inventaram “boi da cara sombria”, porque aí já ia ser esculhambação.

Enfim, Beleza, mas aí a criança cresce e descobre que, por mais dura que seja a cruel realidade, as pessoas atiram SIM o pau no gato e que existem SIM bois da cara preta.

Se os pais fossem espertos para mostrarem para os filhos desde a infãncia que no mundo as coisas não são como deveriam ser, o foco do adolescente não seria ficar pensando como deve ser a sensação de arremessar galhos num pobre gatinho indefeso, ou que a existência de bois da cara preta é um fato muito injusto… mas sim passaria a se preocupar sobre como lidar com o fato de que as pessoas atiram o pau no gato e que há bois da cara preta…. E o mais importante: como sobrevive num mundo assim.

Talvez isso seja muito inocente quando se trata de maltratar os pobres animais… Mas acaba não sendo quando se trata de drogas, ou de violência, ou de más companhias… E isso quando se é um adolescente que não cresceu sendo preparado para lidar com o mundo real.

Daí você, como adolescente despreparado, tem três opções:

- Aprende com os próprios erros (o que ás vezes significa meter a mão no fogo pra ver se queima);

- Faz um curso intensivo pra virar macho (e paga caro por isso);

- Continua no seu mundinho adolescente o resto da vida, tornando-se um adulto infantilizado.

Caso você tenha escolhido a terceira opção, um conselho: Venha morar em brasília. A roça com complexo de cosmopolita. Filial da terra do nunca nesta dimensão. O povo aqui é tão bunda que  truca até a comunidade judaica do velho testamento.

Mr. Cash, você era um gênio.

Abaixo a letra da música. Está em inglês. A tradução tá lá no letras.terra.

(Obs: Tive uma crise de vesícula no começo da semana e só agora estou começando a me recuperar. É uma pena que tenhamos tido esse contratempo logo no início do Blog, mas em breve compensarei a segunda e a terça feira.)

Música: Don´t take your guns to town

Artista: Johnny Cash

A young cowboy named Billy Joe grew restless on the farm
A boy filled with wonderlust who really meant no harm
He changed his clothes and shined his boots
And combed his dark hair down
And his mother cried as he walked out

Don’t take your guns to town son
Leave your guns at home Bill
Don’t take your guns to town

He laughed and kissed his mom
And said your Billy Joe’s a man
I can shoot as quick and straight as anybody can
But I wouldn’t shoot without a cause
I’d gun nobody down
But she cried again as he rode away

Don’t take your guns to town son
Leave your guns at home Bill
Don’t take your guns to town

He sang a song as on he rode
His guns hung at his hips
He rode into a cattle town
A smile upon his lips
He stopped and walked into a bar
And laid his money down
But his mother’s words echoed again

Don’t take your guns to town son
Leave your guns at home Bill
Don’t take your guns to town

He drank his first strong liquor then to calm his shaking hand
And tried to tell himself he had become a man
A dusty cowpoke at his side began to laugh him down
And he heard again his mothers words

Don’t take your guns to town son
Leave your guns at home Bill
Don’t take your guns to town

Filled with rage then
Billy Joe reached for his gun to draw
But the stranger drew his gun and fired
Before he even saw
As Billy Joe fell to the floor
The crowd all gathered ’round
And wondered at his final words

Don’t take your guns to town son
Leave your guns at home Bill
Don’t take your guns to town

Hello Cthulhu!

•Julho 4, 2008 • 1 Comentário

O que aconteceria se o Grande Senhor das Profundezas dos Mares, mestre dos âmagos da alma dos homens, iniciador dos sonhos e pesadelos, o Grande Cthulhu, por um pequeno acidente de percurso, fosse parar no ermo e insólito universo paralelo do: MUNDO DE HELLO KITTY?

Eis a resposta, e rezem para o Grande Antigo não sonhar em imaginar em supor em cogitar a ínfima e improvável possibilidade de uma coisa dessas existir…

De qualquer forma, já estou abrindo uma rifa entre os amigos mais íntimos para sortear quem será devorado primeiro. E construindo um abrigo nuclear subterrâneo.

Só pra garantir.

Para mais: www.hello-cthulhu.com

Antoine Dufour - 30 Minutes in London

•Julho 3, 2008 • 2 Comentários

Linda música de um dos meus violonistas favoritos no estilo fingerstyle: Antoine Dufour.

Homenagem ao meu grande amigo Jehsse Ismail, que em breve estará de partida para Londres.

Mestre, Marrânflers Ekmi Wakmi Itsawolt!